Produtores dizem que atraso no plantio por conta do clima pode interferir na produtividade

Produtores rurais estão de olho no clima para finalizarem o plantio da soja, ter uma boa germinação, crescimento da planta e realizarem uma boa colheita, proporcionando uma segunda safra, com algodão ou milho – a chamada safrinha.

A situação é preocupante, além de terem iniciado o plantio com atraso, por conta da espera da chegada do período de regularização das chuvas no Estado e das condições favoráveis para semear, as previsões meteorológicas eram bem diversas, uns diziam que iria chover, outros que não. A chuva tardou um pouco, mas veio. E quando veio, foi de forma escassa. Para muitos choveu bem. Tem lugares de Sorriso e região que não faltou chuva. Produtores de Nova Ubiratã se dizem satisfeitos com a quantidade de chuva. Alguns produtores já estão na reta final do plantio. O que se espera é ter uma excelente safra para todos, pois a soja é o carro chefe do agronegócio na região.  As previsões agora indicam que as chuvas devem ser mais regulares em novembro, mas ainda deverão ser localizadas e ficar abaixo da média, bem aquém daquilo que os produtores precisam.

Em outras regiões do Estado, não tem sido diferente. Romeu Ciocheta é proprietário do Grupo Morena, que possui propriedade no município de Campo Novo do Parecis, linha Sucuruína. Ele comenta sobre as perspectivas do plantio e colheita de soja para esta safra.

“Esse ano está sendo um ano atípico, diferente. Tivemos as primeiras chuvas no dia 10/10 e tivemos um atraso muito importante na largada do plantio. Com isso, a janela do algodão no nosso caso, não foi possível projetar a segunda safra com algodão, terá que ser plantada a segunda safra só com o milho. No momento a gente está com 50% da área plantada.”

Contratos deverão ser renegociados 

A preocupação também é grande em relação às possíveis doenças e pragas que possam surgir por conta de estar fora da janela de plantio. “É um atraso importante iremos invadir o início do mês de novembro com o plantio e automaticamente os custos irão se elevar, porque temos outras doenças de final de ciclo, a partir do momento que se estende mais o plantio e mosca branca, ferrugem, etc. são situações que acabam atrasando também o início da colheita e temos muitos contratos para entrega em janeiro, que terão que terão que ser renegociados ou conversados junto as empresas para que haja um pouco de equilíbrio”.

Romeu avalia que este tem sido um ano atípico para a agricultura “É um ano com suas particularidades, o planejamento inicial foi por água abaixo, mas a gente tem que se ajustar e ver como termina o plantio agora dentro de uma certa situação de normalidade. A expectativa de colheita para essa safra era de 69 sacas por hectare a nossa meta, mas é uma interrogação uma vez que você sai um pouco da curva do plantio e vamos ter que entender um pouco melhor como vai ser o clima daqui para frente. A expectativa ainda está em aberto e vamos concluir na primeira semana de novembro.”

Desafios

Dulce Chiamulera Ciocheta, esposa de Romeu, pondera sobre os desafios enfrentados ao longo dos anos. “A nossa atividade exige cada vez mais pessoas com qualificação e capacitação tanto na questão operacional, quanto comportamental. E os maiores desafios é a formação de uma equipe qualificada, que tenha todo esse diferencial é um desafio muito grande que a gente têm buscado suprir com a formação dos nossos colaboradores dentro da nossa propriedade ou também indo buscar essa formação fora da nossa propriedade.”

Certificação RTRS

Dulce avalia como altamente positivo o fato da propriedade ser certificada no padrão RTRS. O CAT Sorriso faz todo o acompanhamento da propriedade sobre as exigências para que ocorra a certificação. “A certificação gera um diferencial e também é um posicionamento estratégico do Grupo Morena no mercado. Ainda que os benefícios ocorram de forma tímida, acreditamos que essa visibilidade vai se tornar maior. A gente busca a certificação porque a gente acredita que para o bem do nosso negócio é preciso este diferencial e buscar sempre a sustentabilidade, que nada mais é do que a gente ter longevidade”.

Para saber mais sobre os projetos desenvolvidos pelo CAT Sorriso entre em contato pelo telefone: 3544-3379. Acesse o site: www.catsorriso.com.br . Ou vá até o CAT Sorriso que funciona em sala em anexo ao Sindicato Rural de Sorriso, na Marginal Esquerda 1415, bairro Bom Jesus.

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