No Dia da Árvore, produtor rural e fundador do CAT salienta os benefícios desse importante recurso natural

As árvores, sem sombra de dúvidas, trazem inúmeros benefícios para o meio ambiente, para os animais e para os seres humanos. O produtor rural e fundador do CAT Sorriso – Clube Amigos da Terra, Darcy Getúlio Ferrarin comentou a respeito do dia 21 de setembro, data em que se comemora o Dia da Árvore.

Ele salientou os benefícios que as árvores trazem, além de absorverem o gás carbônico (CO2) e liberarem oxigênio, colaboram para o controle das temperaturas, melhorando a qualidade e umidade do ar. Darcy Ferrarin falou sobre os benefícios das árvores para a preservação dos rios, lagos e cursos d’água. “É uma coisa tão importante porque a árvore é vida. Eu sempre falo que o planeta Terra sem água não tem vida, vira um deserto. E o que mais protege nossas águas, nossas nascentes são as matas. É muito importante para mantermos a quantidade e qualidade de nossas águas. Toda a cabeceira de água, que não tiver mata o seu redor, ela seca. Nossos rios se não tiver mato ao seu redor, bem protegido, não vou dizer que secam, mas reduzem em 60% a quantidade de água. O Pantanal, por exemplo, que eu conheço bem, tem uma quantidade de água que impressiona o mundo, só que lá também tem muitas árvores, tem muitos Igarapés que filtram e protegem a nossa água.”

 Darcy Ferrarin salienta que além disso, as árvores servem de abrigo e de alimento para animais “O que que seriam das espécies de animais silvestres, se não fossem a nossas restingas, se não fosse o cerrado brasileiro, se não fossem a nossas matas? Certamente nós não teríamos tantas espécies de animais. É lá que eles vivem, é lá que eles se reproduzem, é lá que eles se alimentam através de frutas, sementes, de flores onde as abelhas se alimentam e produzem muito alimento para o ser humano também. Então veja bem a importância que temos de preservar nossas matas, nossas reservas. É extremamente importante também para nós seres humanos, o bem que faz para nós as árvores. Aqui em Sorriso, que é uma cidade onde eu moro há 20 anos, que eu adoro, que admiro, temos aqui uma cidade muito bem arborizada, os parques bem cuidados e quem anda de madrugada por aí a pé pode ver a quantidade de pássaros que habitam a nossa cidade. E por que eles estão habitando aqui? Porque temos árvores para eles sobreviverem, para eles se alimentarem de frutos e sementes. Então a árvore é a base da vida de tudo.”

Os produtores rurais também vêm se conscientizando cada vez mais, como salienta Ferrarin, principalmente cumprindo com a legislação em manter suas reservas de matas em pé. “A classe produtora está entrando agora numa consciência geral, porque nós temos uma legislação ambiental e temos que estar inseridos nela. O que fizer fora da legislação ambiental tem que ser punido. E o produtor sabe disso e nós estamos fazendo esse trabalho de certificação das propriedades.  Já certificamos 27 fazendas de nossa cidade e região. E se estão certificadas significa que estão cumprindo a legislação ambiental, o caminho é esse e o produtor sabe disso.   O CAT está sendo extremamente procurado por fazendeiros, que também querem entrar na certificação, porque além de ficar com tranquilidade com a SEMA e com o IBAMA, ele sabe que tá dentro da legislação.”

Darcy Ferrarin é um grande defensor do meio ambiente e da recuperação de áreas degradadas e tem em sua propriedade, na Fazenda Santa Maria da Amazônia, uma vitrine experimental onde crianças acabam visitando e conhecendo de perto a importância desse trabalho e principalmente a importância do plantio de espécies nativas para recuperação de áreas.  “Quando o CAT criou a vitrine foi com o objetivo de fazer uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para que as escolas pudessem levar os alunos para lá. Porque eu principalmente entendo que o Brasil tem que mudar sua cultura com relação às questões ambientais e isso começa nas escolas e nas crianças. Nós de cabeça branca já não somos fáceis de mudar, queremos caçar ou pescar em qualquer época, mas isso tem que mudar.  E essa mudança parte das escolas e das crianças. E estamos fazendo muito bem esse trabalho, as escolas tem indo lá. Desde o início do projeto, em 2005 até o momento, já passaram por lá mais de 30 mil alunos, olhando a nossa vitrine e além de biólogos, engenheiros agrônomos, professores muito ligados às questões ambientais, que estão mostrando para as crianças e adolescentes a importância da preservação e de plantar árvores de espécies nativas.”

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