Pesquisadores da Unicamp visitam CAT e propriedade rural certificada em Sorriso

Compreender os gargalos da produção brasileira, os sistemas de produção da cultura da soja e milho, que possam informar melhor o mercado e os produtores rurais a como lidar com incertezas de mercado e ambientais. Esse é o objetivo de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.

Os pesquisadores estão em Mato Grosso para a parte prática do trabalho. Eles querem ouvir os produtores e entender como funciona na prática a produção agrícola, seus desafios e compreender a importância destas commodities na segurança alimentar. “A pesquisa de campo iniciou no Tocantins, depois passamos por Goiás e agora estamos em Mato Grosso. Chegamos no início do mês de maio e ficaremos aqui até o fim de junho passando por municípios que são destaques na produção de grãos”, afirmou o pesquisador, Ramon Bicudo.

O projeto é uma iniciativa do Belmont Fóum e tem financiamento da Fapesp (Brasil), NSF (USA), Nerc (UK) e CAAS (China). É um projeto com foco no fluxo de commodities entre países exportadores (Brasil, USA) / importadores (China) e as consequências desses fluxos no uso da terra em escala regional/local, no centro-oeste brasileiro, no meio-oeste americano e no nordeste chinês.

Como metodologia no trabalho de campo, os pesquisadores conversam com produtores, associações, cooperativas, trading e órgãos públicos. Foi assim com o Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) que recebeu os pesquisadores e indicou produtores rurais para o desenvolvimento da pesquisa. “Nosso município é referência na produção de grãos e o CAT tem feito parte dessa história. Fomos os principais incentivadores do plantio direto e agora temos o projeto Gente que Produz e Preserva que certifica propriedades através das boas práticas agrícolas”, disse a engenheira agrônoma Julia Ferreira que recebeu os pesquisadores Ramon Bicudo e Sara Torres.

Depois de conhecer os projetos da Associação, a dupla foi até uma propriedade certificada em Sorriso. O dono da Fazenda Videirense, Sr. Pedro Vigolo, recebeu os pesquisadores para uma entrevista. No “bate papo” agradável, Pedro contou sua trajetória desde 1978 quando chegou no município até hoje. A família deixou Santa Catarina para apostar na criação de animais, mas perceberam que as terras férteis eram perfeitas para a produção de grãos. “Hoje não me imagino fazendo outra coisa. Agricultura é paixão”, disse Vigolo .

A pesquisa que começou pela soja e milho, futuramente poderá ser expandida para outras culturas com importância para a segurança alimentar como trigo, arroz, carne etc.

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