Dia de campo promove troca de experiência entre produtores de leite de Sorriso, Vera e Cláudia

Desafios da atividade, formas de trabalho, persistência e planejamento. Esses foram alguns dos assuntos discutidos entre produtores de leite no III dia de campo do programa “Balde Cheio” em Sorriso. Promovido pelo Clube Amigos da Terra, o CAT, o evento contou com a participação de produtores da região como o Sr. seo Celso Wenke, produtor em Claudia há 12 anos. Ele veio conhecer a realidade de quem produz leite na capital nacional do agronegócio. Na propriedade dele as 15 vacas produzem por dia 195 litros. No projeto há um ano, ele conta que muita coisa mudou. “Hoje tenho menos animais, em uma área menor e a produção aumentou. Faltava planejamento”, afirmou Wenke.

O “Balde Cheio” é uma iniciativa do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae-MT), juntamente com o Clube Amigos da Terra (CAT), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sorriso, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e a Prefeitura Municipal. Com duração de quatro anos a intenção é incentivar a cadeia produtiva do leite através de quatro etapas: aprendizagem; ampliação; melhoria da estrutura física da propriedade e o cumprimento e/ou ultrapassagem da meta estabelecida.

Quando chegou em Sorriso, Neusilene Costa dos Santos, não imaginava que trabalharia com a cadeia leiteira. Hoje além de produzir ela também faz produtos derivados do leite. Mussarela, requeijão, doce de leite agradam o paladar e garantem a família uma renda extra. “Tem que ter higiene com os animais e também durante a manipulação do produto. Meu sonho é ter uma casinha onde eu possa vender meus produtos com o selo de Inspeção Municipal (SIM)”, disse otimista a produtora.

Assim como a Neusilene, outras mulheres do assentamento Jonas Pinheiro buscaram capacitação para a produção dos derivados do leite. A zootecnista, Graciela Borella, responsável pelo curso explica que são ensinadas noções básicas de higiene e técnicas de pasteurização para a produção de iogurte, ricota, queijo, temperado, curado e fresco entre outros produtos. “Hoje elas conseguem atender o mercado vendendo produtos de excelente qualidade”, comemorou a zootecnista.

E se a produção de leite aumenta, o empresário Luiz Baldasso comemora. Ele é dono de um laticínio em Lucas do Rio Verde e tem os pequenos produtores como principais fornecedores de matéria prima. Ele elogiou o trabalho desenvolvido pelo CAT com a cadeia leiteira. “O CAT é uma oportunidade para o produtor se especializar, de melhorar a qualidade do leite e aumentar a produção. Temos interesse em firmar parceria com produtores de Sorriso”, afirmou o empresário.

Os integrantes do programa recebem assistência técnica de consultores e técnicos que orientam e acompanham de perto a rotina de quem decidiu se dedicar a cadeia produtiva do leite. As propriedades passaram por um diagnóstico e metas foram traçadas para melhorar as condições de trabalho, aumentar a produtividade de leite e reduzir custos.

Durante o dia de campo os participantes degustaram um delicioso café da manhã com produtos derivados do leite feitos pelas mulheres do programa “Balde Cheio”. Uma palestra motivacional e dinâmica também chamou a atenção dos participantes para a importância de uma gestão de qualidade na propriedade utilizando habilidades e competência. “Vim falar pra eles que quando se tem um sonho é preciso ter foco, pensamento positivo e unir forças. É dessa forma que ele vai conseguir prosperar e atingir os objetivos” garantiu a palestrante e consultora Rosangela Voiski.

Além dos parceiros envolvidos, a execução do Balde Cheio – é mais uma ação do Projeto Gente que Produz e Preserva, do CAT Sorriso, conta com o apoio da WWF Brasil, Solidariedad, IDH e Bel.

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