Manejo moderno de pragas é tema de palestra em dia de campo promovido pelo CAT

Instalar um equipamento no meio do campo e receber no celular, no computador ou no tablet informações sobre a invasão de pragas e até quantas delas atingiram a lavoura. Parece coisa de um futuro muito distante, mas a tecnologia está bem mais próxima do que o produtor imagina.

Recentemente foi lançado no Brasil, o protótipo do nariz eletrônico. O equipamento já serviu para identificar o alimento que está prestes a estragar, a cachaça falsificada e em breve deve ser um aliado do produtor no campo.

A tecnologia garante reconhecer as moléculas das plantas que estão sendo atacadas por pragas e inclusive identificar qual é a praga e a quantidade dela no local atingido.

O manejo moderno de pragas da soja, milho e algodão foi tema da palestra do mestre e doutor em entomologia agrícola e consultor no manejo biológico de pragas, Alexandre de Sene Pinto, no II dia de Campo do Projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso).

Para o palestrante, o manejo biológico é o caminho para a produção responsável já que não tem impacto ambiental, não deixa resíduo, não causa intoxicação nas pessoas e principalmente não cria resistência na planta. O não uso de agrotóxicos aliados a utilização de tecnologia resulta em benefício para a produção. “Quando o produtor consegue prever uma situação ele consegue tomar decisões antecipadas e evitar prejuízos”, afirmou Alexandre de Sene Pinto.

O palestrante acredita que em breve o nariz eletrônico esteja disponível no mercado. “Eu sempre falei em 10 anos…mas enquanto eu falava 10 anos, dois anos depois lançaram o protótipo. Acredito que logo logo o nariz eletrônico estará no mercado até porque ele já existe”.

Para a diretora de sustentabilidade do CAT, Cynthia Moleta Cominesi, a ideia foi buscar temas de interesses do produtor. “Buscamos pessoas qualificadas em diferentes assuntos para que haja uma troca de experiência com o produtor. O Alexandre é experiente e pode esclarecer várias dúvidas dos participantes além de trazer novidades que eles aprovaram”, afirmou a diretora.

Produtor e presidente do Sindicato Rural de Nova Canaã do Norte, seo Mário Wolf viajou mais de 300 quilômetros para participar do dia de campo. Para a busca por conhecimento “Eu sempre que posso eu vou atrás do conhecimento porque conhecimento abre horizontes e ninguém tira da gente”, disse o produtor entusiasmado.

Na palestra de cerca de uma hora, Alexandre de Sene Pinto, também falou do uso de aeronaves não tripuladas que podem servir para monitorar as lavouras. Segundo Alexandre, os drones como são conhecidos, estão sendo desenvolvido nos estados unidos. As câmeras terão capacidade de fotografar e como um scanner, identificar através da variação de cores, imperceptível para os humanos, saber que praga está ali. “A utilização do drone só não é feita porque hoje, não existe legislação que autoriza o uso da tecnologia.” Com os

drones será possível fazer duas coisas ao mesmo tempo: monitorar a produção e liberar agentes biológicos”, garantiu o palestrante.

Diferente do monitoramento aéreo agrícola, já utilizado há bastante tempo na agricultura, os drones conseguem imagens de melhor qualidade e menor custo.

As regras de utilização ainda estão sendo discutidas pela agência Nacional de aviação civil. A Anac já fez várias audiências públicas e está analisando as contribuições sugeridas pela sociedade.

A programação também incluiu outras duas palestra. O especialista no desenvolvimento de empresas familiares, Fábio Mizumoto, falou de Gestão e posicionamento estratégico do Agronegócio e Sucessão Familiar; Bruno Alexandre Vendruscolo abordou a temática “Processo de Adequação Ambiental e Segurança do Trabalho em Propriedades Rurais”.

O II dia de campo do Projeto Gente que Produz e Preserva foi realizado ontem (16.06) na Fazenda Santo Antônio, localizada na BR-163, no Km 707, sentido Lucas do Rio Verde. O projeto, do Clube Amigos da Terra, o CAT, está sendo desenvolvido em parceria com a WWF Brasil, Instituto Centro de Vida, Bel, Solidariedad e IDH, e visa promover um sistema de produção de soja sustentável em prol da proteção da biodiversidade no estado do Mato Grosso.

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