Colaboradores de fazendas são capacitados para aplicação de agrotóxico com autopropelido

Ter um pulverizador para a aplicação de agrotóxicos de última geração na fazenda, não basta. É preciso que o operador da máquina tenha conhecimento técnico para um melhor aproveitamento sem desperdícios. Foi pensando nisso e que o Clube Amigos da Terra (CAT) trouxe o curso de aplicação de agrotóxico utilizando pulverizador autopropelido.

O curso, de 40 horas, foi dividido em três dias de teoria e dois de prática. Entre os assuntos do curso, ministrado pelo instrutor do Senar/MT, Neomar Rossetti Colognese, estavam:

  • Ética e Cidadania;
  • Segurança e Saúde no trabalho;
  • Meio Ambiente;
  • Definição e identificação de agrotóxicos;
  • Classificação dos agrotóxicos;
  • Toxicologia;
  • Condições meteorológicas;
  • Equipamentos de Proteção Individual;
  • Tipos de pulverizadores e pulverizações;
  • Componentes do Equipamento de pulverização;
  • Lavagens das embalagens e Tríplice lavagem;
  • Armazenamento;
  • Transporte de Agrotóxicos e Aquisição de Agrotóxicos.

Na fazenda Videirense, do Sr. Pedro Vigolo, há cerca de 20km de Sorriso, quem opera o pulverizados é o Eduardo Nunes da Silva. Ele trabalha na propriedade há quase 13 anos. Mesmo com toda a experiência, ele garante que conhecimento nunca é demais. “O curso foi maravilhoso. Aprendi funções da máquina que eu nem sabia que existia. Não vejo a hora de colocar em prática tudo que eu aprendi”, comemorou.

A produtora rural, Conceição Missio, da fazenda Dakar, sabe bem o transtorno de um equipamento de última geração, utilizado sem conhecimento. Recentemente o pulverizador dela foi queimado por descuido do operador. Ela e um dos funcionários da fazenda participaram do curso. “A gente precisa ter noção do funcionamento da máquina e quantidade de produto utilizado para evitar prejuízos”, explicou a produtora.

O instrutor do curso, Neomar Rossetti Colognese, explica que a agricultura está no nível 3 de risco (em uma escala que vai de 1 a 4) estabelecida pelo Ministério do trabalho. Qualificar trabalhadores, além de uma exigência da lei, evita ações trabalhistas por desvio de funções e muitos acidentes com intoxicação. Para Neomar, quem opera um pulverizador precisa conhecer as funções da máquina, desde a mais simples a mais avançada em tecnologia. “Quando o colaborador tem conhecimento, ele consegue utilizar a máquina com eficiência, saber dosagens, riscos e regulagens do equipamento que está operando. Além disso, em caso de erro, ele consegue corrigir em tempo evitando prejuízos para o patrão e para o meio ambiente,” garantiu o instrutor.

Os Pulverizadores autopropelidos, também chamados de pulverizadores automotrizes ou autopropulsados, são máquinas muito rápidas, de alto desempenho, que conseguem desenvolver velocidades operacionais entre 15 e 30 km/h durante a aplicação de agroquímicos.
A cabine é fechada, para impedir a contaminação do operador pelo produto químico. Cada vez mais modernas, as máquinas proporcionam visibilidade, espaço, conforto e facilidade no controle dos sistemas eletrônicos.

As barras de pulverização podem ser instaladas na parte traseira ou na parte frontal dos pulverizadores autopropelidos. Possuem total acionamento hidráulico com sistema auto-nivelante e medem entre 15 até 48 metros de comprimento.

Cada vez mais novas tecnologias estão no mercado para tornar os pulverizadores autopropelidos ainda mais eficientes e precisos nas operações de aplicação de agroquímicos. Dentre essas tecnologias podemos citar os sistemas de injeção direta de agroquímicos, pilotagem automática do equipamento na aplicação, sensores para detecção de plantas daninhas, sensores para aplicação de nitrogênio, sensores para controle da altura da barra de pulverização e sistemas eletrônicos para seleção de pontas de pulverização em função das mudanças climáticas.

Atualmente no Brasil existem cerca de 4.500 pulverizadores autopropelidos em operação. Estimasse que 20% desses equipamentos já estejam sucateados. A renovação é realizada entre 3 a 6 anos.

O Curso de Aplicação de agrotóxico utilizando pulverizador autopropelido é uma das exigências do processo de Certificação da Soja do Projeto “Gente que Produz e Preserva”.

Fazendas Inscritas:

Estão inscritas no Projeto “Gente que Produz e Preserva” as fazendas Jaborandi, São Felipe, Dakar, São Marcos, Santana, Videirense, Cella, Santa Maria da Amazônia e Berrante de Ouro.

Apoio:

O projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra, o CAT, está sendo desenvolvido em parceria com a WWF Brasil, Bel, Solidariedad, IDH e o Instituto Centro de Vida, e visa promover até 2016 um sistema de produção de soja sustentável em prol da proteção da biodiversidade.

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