Ricardo Amorim fará a abertura do 3º Encontro de Sistemas Produtivos em Sorriso

Com o objetivo, de demostrar a importância da economia agrícola no país, o CAT – Clube Amigos da Terra e o Sindicato Rural de Sorriso convidou para fazer a abertura do 3º Encontro Regional de Sistemas Produtivos, o palestrante Ricardo Amorim.

Economista, consultor e apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews, Amorim vai palestrar sobre o tema “Agronegócio: O motor do Brasil” e mostrar que o mundo mudou muito na última década. “Desde o início do milênio, o centro de gravidade da economia mundial vem se deslocando dos Estados Unidos e Europa para os mercados emergentes. O Brasil se beneficiou de um forte crescimento na procura por matérias primas, um aumento significativo da oferta de capitais para financiar investimentos e consumo por aqui.”

Ainda segundo Amorim, entre 2004 e 2010, o PIB brasileiro cresceu 2,5 vezes mais rápido do que nos 25 anos anteriores. “Em outras palavras, o Brasil foi temporariamente condenado a crescer. Entretanto, nos últimos 3 anos, o crescimento do PIB brasileiro se desacelerou à medida que dois fatores de produção, antes amplamente disponíveis – infraestrutura e mão de obra – tornaram-se escassos. Neste cenário, a importância do agronegócio para a economia brasileira cresceu ainda mais. No ano passado, o setor sozinho foi responsável pela metade do crescimento do país.

Por isso, o economista afirma que chegou a nossa vez. “Nas últimas décadas, os emergentes cresceram muito mais do que os países ricos. Desde a entrada da China para a Organização Mundial do Comércio em dezembro de 2001, mais de 3/4 do crescimento do mundo veio dos países emergentes e menos de 1/4 dos EUA, Europa e Japão. E isto deslocou as maiores oportunidades de negócios para cá. Neste cenário, o agronegócio brasileiro conseguiu expandir seu superávit comercial de US$ 9 bilhões em 2003 para US$ 83 bilhões no ano passado.”  

De acordo com Amorim, a fome chinesa e indiana por alimentos e matérias primas brasileiras deve continuar por mais duas ou três décadas. Por isso, as cidades do interior devem continuar a crescer mais do que as capitais dos estados, assim como a região centro-oeste, que também deve continuar a crescer mais do que o resto do Brasil. “O fluxo migratório no país inverteu-se e, nos últimos anos, houve mais gente saindo das capitais dos estados e mudando-se para as cidades do interior do país do que o inverso. Além disso, no ano passado, a geração de empregos nas cidades do interior foi quase o dobro da das capitais. Com as boas perspectivas para o agronegócio e as dificuldades de diversos setores da indústria manufatureira, este cenário deve se repetir em 2014.”, conclui o economista.

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